Kindle, uma semana depois

2012-12-15 02.46.52

Há uma semana, ganhei o melhor presente de Natal de 2012: um Kindle 4.1. Resisti muito a ter um e-reader. Sou apaixonada pelo objeto livro, resistia a abrir mão dele. Mas leio muitos pdfs acadêmicos. Assim muitos mesmo. Aí comecei a pensar na possibilidade. E minhas costas começaram a doer cada vez mais pra ler no computador. Perguntei pra pessoas se eu devia ou não comprar, e todos que tem o bichinho falaram que era uma boa compra.

É mesmo uma boa aquisição. Acho que nunca abrirei mão do objeto livro, tenho fetiche. Mas pra que comprar Sherlock Holmes, que nem sou tão fã assim? Posso baixar de graça e sem ser pirata, melhor ainda. Já começa aí o festival de vantagens de ter um Kindle. Parte da literatura mundial disponível sem ter que gastar um tostão. E sem ter que gastar espaço físico, se não for algo que se seja fã. O que pra mim é uma vantagem imensa. Colecionadora compulsiva que sou, preciso de espaço. Meu quarto já está transbordando e espaço é caro. Podendo ocupa-lo só com o que faço mais questão, o Kindle se faz uma solução de vida pra mim. Ainda não comecei a usar pra valer o site da Amazon, mas quem compra bastante tem economizado dinheiro. Livros que aqui estão 60 pratas numa livraria, comprados a 6 dólares. Vários livros têm amostras grátis disponíveis, o que auxilia a saber se se quer mesmo ler a obra ou não.

Além de espaço físico em casa, espaço na bolsa. Seis polegadas e menos de 200g. Para ter uma biblioteca dentro da bolsa. Lindo. Agora mesmo vou terminar de escrever esse texto e sair pra passar o fim de semana fora de casa. Queria muito ler o “Pilares da Terra”, mas entre a minha incipiente biblioteca de menos de 200g e um calhamaço de 1000 páginas, não fica difícil adivinhar qual  ganha espaço na mochila.

Os acadêmicos. É, ler texto acadêmico convertido de pdf para .mobi pelo Calibre não é a mesma coisa. As notas ficam meio bagunçadas. É mais difícil achar a localização para citar. Os pdfs que li sem converter a letra ficou pequena, incomodou um pouco. Mas nada que impeça a leitura, de qualquer forma. Ou me faça querer imprimir todo santo pdf de textos de estudo.Estou lendo Metodologia e pré-história da África. Um pequeno livro de quase 1000 páginas com a pesquisa patrocinada pela UNESCO e divulgado em português pelo Domínio Público. Claro, parte do livro não me interessa. Mas no mínimo umas 400 páginas me interessam. Não vou imprimir 400 páginas. Não vou ler no computador. Vou ler no Kindle com as notas meio bagunçadas. Aliás, estou lendo. E não perdendo nada com isso. Só ganhando. E economizando R$112,00 – o custo do livro físico.

Faltava falar do manuseio. Já falei do peso, quase ínfimo. Tão leve que no início parecia uma  pluma na minha mão, eu ficava com medo de deixar escapar. Não aconteceu. Em questão poucas semanas vou ter a capa em mãos para proteger ele decentemente. Fragilidade, um problema. Especialmente para pessoas desastradas como eu. Outra chatice – e essa é pra quem gosta de fazer anotações – é escrever usando o botão direcional. Ainda não precisei anotar nada, só procurar palavras no dicionário. Em uma semana, essa pequena desvantagem já não interfere muito. A finura (expesso como um lápis) e o peso são desvantagens para desastrados, mas ao mesmo tempo facilita a vida lindamente na hora da leitura. Com uma mão, avança-se de uma página para outra e procura-se no dicionário. Adeus às mudanças infindáveis de posição pra conseguir ler um calhamaço. Falando em dicionário, vários disponíveis: português, inglês, francês, alemão, espanhol, italiano. Dispensei os dicionários do quarto, devolvi pra sala. Pra que procurar palavras num calhamaço se resolvo o problema com o uso de um botão direcional?

Apesar de todas as vantagens do Kindle, muito provavelmente o meu fetiche por livros não vai acabar. Vou continuar comprando livros físicos, mesmo alguns em domínio público. Mas agora só em boas edições. L&PM de Sherlock Holmes, não mais, obrigada. Coleção completa da Jane Austen? Não, não vai sair da minha prateleira. R.L. Stevenson também não. Estou lendo Jane Eyre para avaliar se ocupa o lugar outrora ocupado pelo seu Conan Doyle.

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6 comentários em “Kindle, uma semana depois

  1. PDF é meio complicado no Kindle (a não ser no DX, que tem tela de 9 polegadas, mas esse nem é mais comercializado).

    Uma das opções é colocar a visualização em modo paisagem. Vai ter que apertar o botão pra mudar de páginas algumas vezes mais, mas o texto fica bem grande.

    Outra solução, que envolve um pouco mais de trabalho (mentira, é até rápido de fazer) é cortar as margens em branco das páginas do pdf; assim, o texto tende a ficar naturalmente ampliado no Kindle, mesmo com a visualização em modo retrato. O modo mais fácil de se fazer isso, pra mim, é usar o Briss: http://briss.sourceforge.net/. Tu escolhe o quanto quer cortas das margens, clica num botão, salva e pronto.

    Mas fora essa questão do pdf, todo o resto com o Kindle é excelente. 🙂

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