Os dez livros que mudaram a minha vida

Estava eu lendo textos do Danilo Venticinque e em uma das colunas ele me lembrou de um rápido viral do Facebook, em que as pessoas listavam as 10 obras mais importantes das suas vidas, marcando dez pessoas para fazerem o mesmo. Resolvi fazer (ou refazer, não lembro) a minha, mas, sendo um post para o blog, decidi explicar a importância de cada um desses livros para mim. Como se verá, em alguns a importância não é apenas literária. Antes de finalmente começar a lista, sinalizo que eles não estão em ordem de importância, mas na ordem que lembrei deles.

  1. Os Doze Trabalhos de Hércules – Monteiro Lobato

    Sou apaixonada por contos tradicionais e por mitologias em geral, e a origem de toda esta paixão está nesse livro aqui.

  1. História do Mundo para as Crianças – Monteiro Lobato

Não decidi fazer História quando li esse livro pela primeira vez, aos 10 anos. Mesmo assim, a sua leitura foi um passo importantíssimo nesse sentido. Foi ele que me fez querer ter aula unicamente de História, o pontapé inicial para esta grande paixão na minha vida, que acabou por se tornar minha profissão.

  1. O Senhor dos Anéis – J.R.R. Tolkien

A importância dele é tanto literária quanto para a minha vida. Passei a minha adolescência lendo relativamente pouco, e graças à paixão que o livro despertou fui readiquirindo o hábito da leitura. Para além de ser um épico fantástico, é um livro que desdobra em outras leituras, um tipo de livro que realmente amo.

  1. Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Sempre fui meio moleque, sempre preferi aventuras a romances. Tinha mesmo certo preconceito contra romances “femininos”. Até ler esse aqui. A ironia da Jane Austen, assim como as reflexões provocadas sobre o papel da mulher na sociedade me encantaram seriamente. Um livro que vez ou outra releio, outro livro que provocou outras leituras.

  1. O Médico e o Monstro – R. L. Stevenson

Teoricamente, apenas mais um livro juvenil, escrito no século XIX e ótimo para leitores iniciantes. Para mim, sua simplicidade aparente guarda uma das maiores verdades sobre a natureza humana: o convívio de nossa boa parte com a outra, monstruosa. Amo.

  1. Crônicas de Arthur – Bernard Cornwell

Não é porque é um ótimo romance histórico, gênero que adoro. É por me identificar fortemente com uma personagem feminina, a Ceinwyn. Sim, é desse livro que veio o nome do blog.

  1. Dom Casmurro – Machado de Assis

Meu primeiro contato com a ironia do Machado. A todos que acharam o livro um saco porque foram obrigados a ler na escola, recomendo: releiam. Aí sim a transformação de Bentinho em Dom Casmurro vai ser bem compreendida.

  1. A Corista e outras histórias – Tchekhov

    O problema dos russos são alguns de seus leitores. Aqueles que querem nos empurrar goela abaixo a “grande literatura” pelo simples motivo de ser consagrada. Um saco. Numa madrugada em que estava de mal humor, comprei esse livrinho na Amazon simplesmente porque era curto e eu desejava ler algo para esquecer o aborrecimento. Esqueçam os leitores dos russos, leiam os russos. Foi o que aprendi aqui. Delícia de livro, não fosse ele ia continuar pensando nos leitores ao invés das obras.

  1. Ficções – Jorge Luis Borges

Mauricio de Sousa me ensinou a delícia da metalinguagem, e o Borges, aqui, se mostrou mestre absoluto. Contos absolutamente deliciosos sobre o prazer que a leitura proporciona. Sem piequice sobre “obrigação da leitura para a formação de um indivíduo”. O que conta aqui é o prazer, o conhecer novos mundos sem sair de uma poltrona. Recomendo fortemente!!

  1. Vozes Anoitecidas – Mia Couto

Outro livro que fui ler desprensiosamente, apenas para conhecer um autor que se fala muito bem (tal como no Tchechov). Apaixonei, reconheci no Moçambique de Mia muitas coisas brasileiras, assim como algumas diferenças. Contos deliciosos e ao mesmo tempo angustiantes. Querendo conhecer Moçambique, transporte-se por esse livro.

 Cosmopolita, um balanço entre clássicos, consagrados e juvenis. Assim é a minha lista, assim são as minhas leituras. Tenho duas regras na hora de escolher uma nova leitura. Primeiro: quero mesmo ler esta obra nesse momento? Adianta nada ser um clássico se eu não estiver com a mínima vontade de ler. Segundo: estou balanceando minhas leituras? Tenho tantos interesses que se ficar focada em apenas um acabo negligenciando os outros. Duas regras simples que me deixam satisfeita. E assim permito que a literatura me alcance, refletindo sobre a minha pessoa e sobre a humanidade enquanto me divirto. Reflexões e prazeres causados em todos os tipos de literatura, mas isso é assunto para outro post.

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