Kindle Paperwhite

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A imagem acima é do meu Kindle Paperwhite, sendo lindamente útil em um dia que, graças à maravilhosa Light, fiquei nove horas sem luz em casa. Não tive problema de tarde, escrevi a minha atrasadíssima resenha do livro  Doctor Who:O prisioneiro dos Daleks (link em breve), mas à noite… à noite fui salva por essa belezinha ali de cima.

No Natal de 2012, ganhei um Kindle de presente do então namorado (hoje marido). Não esperava gostar tanto do aparelho. Sou, afinal de contas, amante do objeto livro. Gosto do cheiro, do manuseio, das frescuradas em torno dele (marcador de página, capa pra carregar na bolsa), sou fã de uma estante belamente preenchida. Mas, acima de tudo, sou fã do ato de ler. Três anos depois do primeiro Kindle, já não me importa tanto se estou lendo em livro físico ou digital. Acho até que a leitura anda meio a meio. A minha coleção digital já é bem respeitável, desde clássicos da literatura até livros de História, passando por mitologia, fantasia, poesia. Um pouco de tudo, assim como na minha biblioteca física.

Kindle tem várias vantagens: a portabilidade é uma delas. Estou lendo dois calhamaços ao mesmo tempo: O nome da Rosa e Os Miseráveis, ambos em ebook. Gosto de levar o livro que estou lendo para tudo que é lugar, o que é uma vantagem do Kindle: não preciso nem levar o aparelho por aí. Ele sincroniza com o aplicativo do celular: muitas vezes, quando a bolsa é muito pequena, uso o celular mesmo pra avançar na leitura. E, se levar o Kindle pra passear, vou levar meus dois calhamaços e vou le-los de acordo com a vontade do momento.Ou vou ler algum conto de um livro de contos. Ou uma poesia. Carrego uma biblioteca onde estiver, pesando cerca de 200g.

É ótimo também para ler na cama. Um momento que uso muito pra ler é o noturno,quando quero abstrair das confusões do dia para ter uma noite de sono melhor. O Kindle Paperwhite dispensa completamente a presença de outra luz, e não irrita os olhos como a luz do celular, ou do tablet. Se quer usar essa meia hora antes de cair no sono, ele te proporciona o ambiente perfeito: dispensa a luz do quarto, criando ambiente propício para relaxar, e não incomoda o (a) companheiro (a), se for o caso. É ótimo também para ler no sofá, ou cadeira, ou metrô, durante o dia. É bem mais fácil arrumar posição para ler num kindle do que no livro físico, grande ou pequeno. Quem costuma ler por muitas horas seguidas sabe.

Para livros técnicos, também é uma boa opção. Especialmente os livros sem gráficos, como os que costumo ler. É ainda um pouco complicado para citar, porque nem todos os livros vêm com a numeração tradicional das páginas, mas é possível, google responde. De qualquer forma, eu tenho lido livros não para fins acadêmicos, mas para estudar e preparar minhas aulas. Como Kindle permite que se marque os trechos mais importantes e que se faça notas, eu uso esses destaques e essas notas para fazer meus fichamentos, como em qualquer outra leitura acadêmica. Tem funcionado bastante.

O Kindle é um pouco caro (480 realidades, o Paperwhite), mas até financeiramente vale a pena. Domínio Público? Tudo disponível de graça pro Kindle. As promoções para o Kindle são imbatíveis: por R$3,66 cada, comprei: Odisseia (edição Cosac), Miseráveis (Cosac), David Copperfield (Cosac), Antropologia Estrutural I e II (Lévi-Strauss), Revolta da Vacina (Sevcenko) e uma biografia da Billie Holliday. Tenho muitos livros que comprei com 40% de desconto em relação à cópia física. Alguns livros estão bem caros, mesmo em ebook (o que acho um absurdo, visto que não tem impressão, distribuição e livraria embutidos no preço), mas esses eu evito comprar. Até porque sempre tem promoção, sempre. Um livro do Alberto Costa e Silva que comprei por quase 50 pratas (físico é mais caro e o livro é importante) eu já vi por 10 (e chorei). Ou seja: se puder, espere por um preço melhor. Vai acontecer.

E não é só economia de dinheiro: é, principalmente, economia de espaço. Como eu já disse no primeiro post sobre Kindle, espaço está cada vez mais caro e Kindle pode representar uma senhora economia. Leu um livro, não achou tão importante assim, por que ter uma edição impressa? Quer ler o último lançamento da moda e sabe que é puro entretenimento, por que edição impressa? Para que gastar espaço em casa com livros que não vai reler, não têm edições tão bonitas, e nem gostou tanto assim? Deixa no Kindle, o espaço virtual é enorme, tem mais espaço ali do que você tem tempo de ler. Pro resto da vida. Guarda seu espaço físico para o que realmente vale a pena ter. Ou para o que não tem no Kindle.

Sobre pdf: ler pdfs no kindle é possível, mas se o objetivo ao ter um e-reader é ler pdfs para estudos acadêmicos, compra um tablet. É possível usar o Send to Kindle para pdfs de apenas texto, é possível ler no modo paisagem (o que faço). Mas Kindle é para livros, não pdf.

Se gosta de ler, por que ainda não tem um Kindle? É leve, carrega uma biblioteca, pode representar economia de dinheiro, economiza espaço pra caramba em casa. E, juro, não ganhei nenhum centavo da Amazon por esse post. Se quiser vídeo de comparação entre o Kindle e outros e-readers esse é o melhor que já vi.

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