Dia do Jornalista

Descobri que hoje é o Dia do Jornalista, lendo o blog Diálogos. Depois de lido o post deles, decidi escrever um pouco sobre a minha trajetória, que quase me levou a comemorar esse dia como jornalista.

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Parte da minha estante de estudos

Tinha quatorze anos (há 18 verões) e o Portal Rock Press era uma revista impressa mensal com péssima destribuição mas com um conteúdo jóia. Adorava a revista, comprava uma sempre que via um exemplar novo na banca. Mantenho a minha coleção até hoje. Enfim. Alguns textos de lá eram realmente muito bons, e comecei a pensar que jornalismo seria uma coisa legal a se fazer. Gosto de adquirir conhecimento e transmitir o mesmo, gosto de escrever. Comecei a observar a profissão com cuidado, desde o jornalismo cultural até o político. Dos quatorze anos aos dezessete, quis ser jornalista. Meu primeiro vestibular, inclusive, foi para jornalismo e não passei por pouco.

No final de 2001, no terceiro ano do ensino médio, meu colégio passou por greve (estudei no CAp/UFRJ, colégio federal, a vida inteira) e durante essa greve descobri que jornalistas não ganham tão bem, e que historiadores não morrem de fome. Gosto muito de jornalismo, mas a paixão da minha vida é História. Desde o primário. Concorrência desleal. Decidi fazer História caso não passasse para jornalismo, e assim fiz: em 2003 entrei para a faculdade de História na UFRJ e sou muito feliz com a minha escolha.

Não abandonei completamente o que me moveu ao jornalismo:adoro escrever para tentar inspirar outros a lerem/ouvirem/assistirem algo. Não faço disso minha profissão, não faço desse blog um conteúdo propriamente jornalístico, mas a ideia está aqui. Um apanhado dos meus gostos, com pitadas de informação, por que não?

A minha amada profissão tem também esse sentido, de pesquisa e transmissão de conhecimento. Quando entrei na faculdade, queria ser pesquisadora. Entrei em sala de aula, apaixonei. Não pretendo sair da atividade. Oxalá eu não canse da lida com os alunos. Quando crescer quero ser como meus colegas que estão pra se aposentar e ainda falam bem da sala de aula. Acho que estou mais feliz agora do que estaria se estivesse no jornalismo. Adoro ver os olhos de um aluno brilharem porque finalmente entenderam algo. Adoro ver a felicidade dos meninos quando conseguem associar o conteúdo em sala com algum jogo de video game, ou filme, novela, livro. Amo pesquisar História (projeto 2017: entrar no doutorado). Não quero largar a minha profissão.

Continuo gostando muito de jornalismo, adoro ver uma boa reportagem, ler um bom texto, uma boa resenha. Mas não era pra ser a minha profissão, acho. Fico em sala de aula, e escrevendo por aqui e ali. Aos meus amigos jornalistas, parabéns!!

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