>Recifes de corais

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Ontem eu estava vendo o Fantástico e passou uma matéria sobre um dos efeitos das mudanças climáticas causadas pelo homem: o branqueamento dos recifes de corais. Todo mundo já viu documentários fantásticos ou ao menos reportagens sobre os recifes do planeta. Pois bem: o que se mostrou no domingo (e eu não fazia idéia) é que alguns desses recifes estão ficando brancos nos verões mais quentes, por conta do aumento da temperatura dos oceanos nesses períodos. O problema é que tem sido cada vez mais constante esse branqueamento temporário, o que pode causar a morte desses recifes atingidos, afetando uma enorme cadeia alimentar marítima. Pesquisando apenas um pouco na internet, vi que esse problema vem sendo noticiado na web tem um tempo já – a notícia mais antiga que vi é de 2001.
Quem lembra um mínimo ridículo das aulas de ecologia do segundo grau sabe que se uma única espécie é afetada várias outras também o são, porque são todas interdependentes. O que também nos afeta: somos parte da natureza, por mais que algumas pessoas muito legais se esqueçam disso.

3 Outubro 2005

Investigadores australianos descobriram que o sensor MERIS do Envisat consegue detectar o branqueamento dos corais até dez metros de profundidade. Isto significa que o Envisat poderia potencialmente monitorizar os recifes de corais atingidos em todo o mundo duas vezes por semana.
O branqueamento dos corais acontece quando as algas que vivem em simbiose com os pólipos dos corais vivos (que lhes dão a cor) são expelidas. O coral branqueado pode morrer com os impactos subsequentes no ecossistema do recife e, por conseguinte, nas pescas, no turismo regional e na protecção costeira.
O branqueamento dos corais está relacionado com temperaturas do mar no Verão acima dos valores máximos normais para a época e com a radiação solar. O branqueamento pode acontecer numa escala localizada ou em massa – houve um branqueamento extensivo em 1998 e 2002 provavelmente ligado ao El Niño.
“Um aumento na frequência do branqueamento dos corais pode ser um dos primeiros efeitos ambientais tangíveis do aquecimento global,” afirma o Dr. Arnold Dekker da Organização para a Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation – CSIRO) australiana. “A maior preocupação é que os recifes de coral possam passar por um limiar de branqueamento crítico a partir do qual não consigam regenerar-se.”
As observações aéreas e marítimas constituem os actuais métodos de detecção, mas muitos recifes são inacessíveis ou demasiado vastos (a Great Barrier Reef – Grande Barreira de Corais – possui uma área de 350.000 quilómetros quadrados) para um acontecimento que dura quinze dias. Os corais branqueados podem ser rapidamente colonizados por algas azuis ou verdes acastanhadas, mais difíceis de distinguir dos corais vivos.

Mais aqui, na fonte deste quote.

Como nessa semana (na sexta-feira) sai um relatório da ONU sobre as conseqüências da ação humana para o clima, os jornais estão o tempo todo tocando no assunto. Então vi hoje uma entrevista com um biólogo ambientalista norte-americano que estuda a Amazônia. Ele não disse nada que já não seja sabido ou suspeito, mas foi um reforço a mais para me lembrar que cada um tem a sua parcela de responsabilidade pela coisa toda. Podemos fazer pouco sozinhos, mas se cada um lembrar um pouquinho que seja a pessoa ao lado e esta pessoa ter um comportamento melhor e passar a idéia adiante… vai ser algo. Se tentarmos reduzir nosso consumo a níveis menos depradatórios, desperdiçando menos e reciclando mais (como usar os dois lados de um papel, não comprar o que não for usar, etc), já estaremos contribuindo um pouco…

E você, já plantou sua muda hoje?

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2 comentários em “>Recifes de corais

  1. >nossa menina não conhecia esse seu lado ambientalista. Fico feliz que alguém tão distante da natureza esteja se conscientizando que podemos reverter esse problema de forma muito simplória, basta queremos.Existem pessoas que pensam somente em consumir e consumir cada vez mais a energia do nosso planeta mesmo sabendo que estas se esgotarão e trazem malefícios, por isso existem formas alternativas de energia que são renováveis mas ainda pouco utilizadas que não causam danos a natureza.bjão linda

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  2. >É, e ironia do sestino (ou não), tem uma pesquisa recente que afirma que nos próximos anos o bicho vai pegar de verdade nos EUA, em parte da Europa e da Ásia, pegando um pouco mais leve no resto do mundo… E o que mais me revolta na nossa grande pátria é que se produz mais CO2 queimando árvore na amazônia do que queimando gasolina em todo o resto do país. Aiai… =(Bjin

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